Teses PPGHIST/UEMA

 

2025

Patricia Kauffmann Fidalgo Cardodo da Silveira

Tese: MARANHÃO POMBALINO: conflitos, jurisdição e autoridade no governo de Joaquim de Melo e Póvoas (1761-1779)

Produto Educacional: Pesquisando o Maranhão colonial: manual de fontes manuscritas e paleografia

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Helidacy Maria Muniz Corrêa (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Cláudia Cristina Azeredo Atallah (FFP/UERJ)

Profa. Dra. Cláudia Cristina Azeredo Atallah (FFP/UERJ)

Prof. Dr. Manuel de Jesus Barros Martins (DEHIS / UFMA)

Prof. Dr. Luiz Carlos Villalta (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. André Luís Bezerra Ferreira (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: Joaquim de Melo e Póvoas governou o Maranhão entre 1761 e 1779, sendo o mais notório e longevo administrador colonial do século XVIII. Amplamente celebrado na literatura memorialista maranhense, seu governo é tradicionalmente visto como aquele que marca o início da opulência e riqueza da capitania, possibilitado não só por suas ações, mas também pelas operações da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Nossa proposta, no entanto, é nos debruçarmos sobre uma questão pouco conhecida: os conflitos de jurisdição e autoridade que marcaram não apenas a sua atuação, mas deflagraram uma importante crise política nos anos finais do seu governo. Metodologicamente, utilizamos a paleografia para empreendermos uma análise crítica da documentação manuscrita produzida na esfera da comunicação política durante o seu governo. Esta abordagem nos permite oferecer um contraponto a estudos anteriores, demonstrando que Melo e Póvoas foi muito privilegiado pela posição e influência de seu tio, o marquês de Pombal, resultando em um cenário em que suas ações não eram contestadas. A demissão de Pombal em Lisboa (1777), entretanto, mudou drasticamente as relações políticas no Maranhão. Como produto educacional, optamos pela elaboração de um manual intitulado Pesquisando o Maranhão colonial: manual de fontes manuscritas e paleografia, voltado para graduandos de História e áreas afins, com o objetivo de explorar e incentivar a pesquisa histórica sobre o Maranhão colonial envolvendo o uso de fontes manuscritas. Para tanto, são abordados aspectos históricos da Paleografia latina; aspectos técnicos da Arquivística e classificação de documentos; aspectos práticos e normativos da transcrição paleográfica; e ferramentas auxiliares.
Palavras-chave: Ensino de História; Conflitos de jurisdição; Comunicação Política; Paleografia; Maranhão Colonial

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Francisco Lopes da Silva

Tese: Ensino de História, Teatro e Transgêneridades: Consciência histórica e visibilidade trans na cia de teatro Os Satyros (2004 – 2019).

Produto Educacional: Manual Básico de História e Teatro para Diversidade: História, Percursos e Metodologias para um Ensino de História Inclusivo

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Ana Livia BomfimVieira (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Fabio Henrique Monteiro Silva (PPGHIST/UEMA)

Prof.(a) Dr. Jackson dos Santos Ribeiro (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dra. Francisco Waldílio da Silva Sousa (UFPI)

Prof. Dr. Francisco de Oliveira Barros Júnior (UFPI)

RESUMO: A presente tese de doutorado tem como objetivo analisar, a partir dos espetáculos produzidos no âmbito da Trilogia do Antipatriarcado, da companhia de teatro paulistana Os Satyros, os processos de construção de consciência histórica por pessoas transgêneras, compreendendo tal construção como um elemento potencializador da (re)socialização e da permanência na escola formal. Com base nessa perspectiva, a pesquisa propõe a elaboração de um Produto Educacional (EP) voltado ao aperfeiçoamento e à formação continuada de professores de História da educação básica, com foco no desenvolvimento de práticas pedagógicas que abordem as temáticas de gênero e diversidade sexual. Para alcançar os objetivos propostos, foi realizada uma análise historiográfica acerca do grupo teatral em questão, bem como um estudo das experiências advindas de projetos de monitoria e extensão pedagógica desenvolvidos na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), no Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal do Piauí (CEAD/UFPI) e em duas escolas da rede municipal de ensino da cidade de Timon, no estado do Maranhão. A fundamentação teórica baseia-se em conceitos como teatro veloz (CABRAL; VÁZQUEZ, 2004), jogos teatrais (KOUDELA, 2020; SPOLIN, 1990), contemporaneidade (AGAMBEN, 2010), subjetividade (PELBART, 2000), transposição didática (CHEVALLARD, 1991), consciência histórica (RÜSEN, 2001), heteroterrorismo (BENTO, 2011), bem como gênero e sexualidade (BUTLER, 1998).
Palavras-chave: Ensino de História – Transgeneridades – BNCC – Os Satyros: Teatro Veloz e Expandido – Brasil Contemporâneo

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Manoel Afonso Cunha

Tese: DITADURA E MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA NO MARANHÃO: O PROGRAMA GRANDE CARAJÁS E O CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA

Produto Educacional: Ditadura e modernização conservadora no Maranhão: desenvolvimento, repressão e conflitos.

Banca Examinadora:

Profa. Dr. Monica Piccolo Almeida Chaves (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Victor Coelho (PPGHIST/UFMA)

Prof. Dr. Rafael Vaz da Motta Brandão (FFP/UERJ)

Profa. Dr. Fábio Henrique Monteiro Silva (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Lidiane Elizabete Friderichs (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: O presente trabalho se propõe a analisar a ditadura civil-militar no Maranhão, com foco na inserção do projeto de modernização conservadora no estado. Esta pesquisa busca preencher uma lacuna na historiografia ao explorar o período do Governo Figueiredo, ainda pouco abordado em estudos anteriores. Para tanto, a metodologia adotada se pauta na análise crítica de fontes primárias e secundárias, com especial atenção aos documentos oficiais, periódicos da época e produções acadêmicas que abordam o tema da ditadura e da modernização conservadora no Brasil e no Maranhão. Os encaminhamentos metodológicos desta pesquisa se desdobram em algumas frentes principais. Primeiramente, será realizada uma investigação aprofundada sobre o contexto político e econômico do Maranhão durante a ditadura civil- militar, com ênfase nas relações entre o governo estadual e o regime militar. A análise da trajetória política de José Sarney, então governador do Maranhão, e sua proximidade com o governo militar, será um ponto central para compreender como essa hegemonia política facilitou a implementação de grandes projetos de desenvolvimento no território maranhense. Em segundo lugar, a pesquisa se dedicará ao estudo de caso de dois empreendimentos emblemáticos da modernização conservadora no Maranhão: o Programa Grande Carajás (PGC) e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). A análise desses projetos permitirá compreender o formato impositivo e autoritário de sua instalação, bem como os impactos sociais, econômicos e ambientais gerados, e as formas de resistência e contestação por parte das populações atingidas. Será dada especial atenção à repressão e sufocamento de ações de contestação, e aos custos sociais e ambientais desses empreendimentos. A escassez de estudos sobre este período na historiografia maranhense justifica a profundidade da análise proposta, buscando contribuir para uma compreensão mais completa da ditadura civil-militar no estado. Por fim, a metodologia incluirá a análise da construção de um e-book como produto educacional, que visa proporcionar aos estudantes do ensino médio uma ferramenta de aprendizagem sobre a história da ditadura civil-militar no Maranhão. Este produto educacional será examinado em sua
concepção, percurso teórico-metodológico e experimentação em sala de aula, demonstrando a transposição didática do conhecimento historiográfico para o ambiente escolar. A relevância social da pesquisa se manifesta na contribuição para a construção de uma memória coletiva sobre o período, promovendo a consciência histórica e a valorização dos direitos humanos e da democracia.
Palavras-chave: Ensino de História; Modernização Conservadora; Programa Grande Carajás; Centro de Lançamento de Alcântara; Produto Educacional; E-book.

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Joyce Oliveira Pereira

Tese: “A SEQUÊNCIA É DEMOLIDORA”: o reggae como recurso didático para o ensino de história africana e afrodiaspórica

Produto Educacional: Museu virtual do Reggae Maranhão

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Karina Biondi (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Marilande Martins Abreu (PPGHIS/UFMA)

Prof. Dr. Anderson de Jesus Costa (UEFS)

Profa. Dra. Carine Dálmas (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dr. Fábio Henrique Monteiro (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: O Ensino de História no Brasil é construído pelas colonialidades e pelo eurocentrismo, presentes na Base Nacional Comum Curricular e no Documento Curricular do Território Maranhense, que também privilegiam as experiências europeias, o que leva à deformação das identidades dos sujeitos escolares. Dessa forma, o reggae não está narrado como uma experiência histórica dos maranhenses a ser conhecida e consolidada para a orientação na vida prática. Levando em consideração que o historiador é um profissional que trabalha nas margens e tem o dever de memória como um dos pontos centrais de seu fazer, este projeto parte da análise acerca do currículo e da historiografia maranhense a fim de identificar e compreender a Experiência Reggae Maranhão (1940-2025). Com base nessa
discussão teórica e historiográfica, pretende-se construir um produto educacional, no caso um Museu Virtual, a fim de ser um recurso didático de orientação para o público em geral e para os docentes de história acerca da Experiência Reggae Maranhão, base para uma educação afrodiaspórica e antirracista.
Palavras-chaves: Ensino de História; Experiência Reggae Maranhão; Museu Virtual do Reggae Maranhão; Afrodiáspora e Antirracismo.

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Reinaldo dos Santos Barros Jr

Tese: A MEMÓRIA DO CATIVEIRO E OS BRAÇOS DO TRABALHO Dicionários, escravidão, escravizados e suas ocupações ao final do período colonial no Maranhão (1760-1822)

Produto Educacional: Dicionário Ilustrado das Ocupações e Ofícios de Escravizados Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marcos Vinicius Freitas (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Jeferson dos Santos Mendes (PPGHIST/UNIFAP)

Prof. Dr. Stephen C. Lubkemann (Diaspora Research Program/GWU)

Prof.a Dr.a Tatiana Raquel Reis Silva (PPGHIST/UEMA)

Prof.o Dro Yuri Michel Pereira Costa (PPGHIST/UEMA)

RESUMO:Este trabalho pretende refletir sobre a Memória do Cativeiro que enfoca a dor, a violência e a subordinação dos cativos negros, memória usual sobre a escravidão mantida pela educação nacional e relembrada em diferentes momentos. A partir da compreensão desta memória idealizamos um material didático-pedagógico intitulado Dicionário Ilustrado das Ocupações e Ofícios de Escravizados. Primeiramente, compreenderemos a “escravidão” à luz do conhecimento hegemônico ocidental veiculado em dicionários e outras publicações de referência e consulta, em seguida, apresentamos a escravidão, especialmente a partir da experiência dos escravizados nas formas de exploração que sofriam, nas ocupações e ofícios que exerciam no Maranhão entre os anos de 1760 e 1820 presentes em documentos manuscritos inventariais, como ponto de reflexão sobre a escravidão na sociedade brasileira. O Maranhão, especialmente as unidades produtivas junto ao Rio Itapecuru, foi uma das principais localidades da América Portuguesa, onde se constituiu a escravidão como modelo de exploração em larga escala para o comércio atlântico controlado pelos impérios ultramarinos europeus. Isso gera uma escravidão, estudada nos bancos escolares pela disciplina de História, que ignora a experiência dos escravizados na escravidão e os descreve superficialmente através de uma memória traumática que se mantém e se repete de diferentes maneiras, justificando a subordinação de um grupo classificado por características étnico-raciais, descendentes dos cativos negros explorados na escravidão colonial. Diante de tal contexto, pretendemos apresentar o cenário da escravidão moderna no Maranhão, caracterizando o funcionamento desta escravização, destacando as ocupações de escravizados e ressaltando seu impacto na construção e na conquista do mundo colonial, através de um material didático que enfoque o escravizado como sujeito com base nas atividades laborais que exerce e o conhecimento que possui e aplica em suas atividades. O dicionário acima citado foi usado e aplicado aos professores da educação básica das cidades de Itapecuru-Mirim e Caxias, no Maranhão, percebendo as reminiscências da escravidão e da memória do cativeiro no exercício de nossa educação formal, mas pode ser, ainda, um material importante e componente de uma práxis que promova um reconhecimento histórico dos negros. Trata-se, portanto, de revisar e refletir sobre a escravidão, usando uma perspectiva decolonial e antirracista que enfoque a existência dos negros de ascendência africana na construção da história.
Palavras-chaves: Escravidão. Escravizados. Dicionário. Trabalho. Memória. Saberes Históricos.

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Luiza Campos de Souza

Tese: EUROCENTRISMO E O ENSINO DE HISTÓRIA DAS AMÉRICAS: INTERVENÇÕES CURRICULARES DECOLONAIS

Produto Educacional: História da América Latina Insurgente

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Carine Dalmas (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Carine Dalmas (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Júlia Glaciela da Silva Oliveira (EPM/UFABC)

Prof. Dr. Yuri Michael Pereira Costa (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Karina Biondi (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: Esta tese se centra nos estudos sobre o Ensino das Américas no Brasil procurando entender raízes explicativas da insuficiência ou inadequação destes conteúdos na Educação Básica. As análises destinam-se aos conteúdos curriculares do Ensino Médio, tendo como parâmetros as obras aprovadas pelo PNLD 2018 e 2021, a Base Nacional Comum Curricular e o Documento Curricular do Território Maranhense. Como contrapartida à constatação do eurocentrismo nos currículos escolares, a tese tem como finalidade a elaboração de um produto educacional destinado à instrumentalização e formação de professores do ensino de história no Maranhão. O material tem como objetivo demonstrar a viabilidade de conteúdos escolares formais em que o Brasil apareça conectado às Américas e ao Maranhão. O arcabouço teórico utilizado foi o pensamento decolonial, sendo que a filiação deste trabalho não corrobora com a aplicação teórica sem crítica à própria teoria. A metodologia empregada para a elaboração do produto foi a história comparada, por entender que esse mecanismo historiográfico pode contribuir significativamente para o avanço didático do ensino de história das Américas nos currículos brasileiros.
Palavras-chave: Ensino de História, História das Américas, Decolonialidade, História Comparada, Intervenções Curriculares.

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Diovani Furtado da Silva 

Tese: NAS FRONTEIRAS DO ENSINO DE HISTÓRIA: a delimitação e formação da fronteira franco-brasileira em sala de aula

Produto Educacional: Dicionário Didático de História do Amapá

Banca Examinadora: 

Prof. Dr. Marcos Vinicius de Freitas Reis (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Carmentilla das Chagas Martins (UFAP)

Profa. Dra. Cecilia Maria Chaves Brito Bastos (UFAP)

Profa. Dra. Ana Lívia Bonfim Vieira (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Jakson dos Santos Ribeiro (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: Este estudo engloba e faz conexões com dois dos campos que mais crescem na atualidade em relação à pesquisa científica, que são: o estudo de fronteira e o Ensino de História. Trata-se de campos de estudos complexos que têm suas similaridades, pois os dois envolvem pesquisas com agentes políticos estatais e com variados sujeitos históricos e sociais. A fronteira entre Brasil (Amapá) e França (Guiana Francesa) – muito conhecida como fronteira franco-brasileira – foi se formando historicamente ao mesmo momento em que ocorriam conflitos para sua delimitação. Desde os tempos das grandes navegações, a região entre os rios Oiapoque e Araguari atraiu variados sujeitos que tinham como objetivos encontrar riquezas e explorá-las para se ter acumulação de capitais e anexar a região aos seus domínios territoriais; Ao chegar em sala de aula esse objeto de conhecimento é limitado ao processo de delimitação, cujo viés é político, não sendo contextualizado com o processo de formação feito pelos sujeitos históricos/sociais que se utilizaram da fronteira de forma estratégica para sua sobrevivência. Assim, o estudo tem como objetivo compreender e descrever as relações sociais de sujeitos históricos como brasileiros, franceses, garimpeiros, soldados, religiosos, indígenas e mocambeiro que contribuíram para a formação e delimitação da fronteira entre o Brasil (Amapá) e a França (Guiana Francesa), bem como produzir e apresentar um Dicionário Didático de História do Amapá que contemple a temática para professores e alunos do Ensino Fundamental – Anos Finais (6° ao 8° ano). Os procedimentos sistemáticos adotados no estudo tiveram por finalidade a descrição e a explicação por parte de dados particulares em direção a uma generalidade. Dessa forma, o método utilizado na pesquisa foi o indutivo. Nesse sentido, destaca-se a História Local como fundamental e como estratégia pedagógica na construção do pensamento crítico, reflexivo e histórico e a pluralidade de conhecimentos defendidos pela Leis de Diretrizes e Base da Educação e a Base Nacional Comum Curricular. Como metodologia, o estudo foi dividido: 1o) pesquisa bibliográfica; 2o) levantamento e análise documental; 3o) pesquisa de campo, a qual foi dividida em duas partes, a saber: observação de alguns profissionais de História em sala de aula; e aplicação de um questionário com perguntas objetivas e subjetivas; e 4o) aplicação do produto educacional em um curso e aula de formação de professores. O material sugerido foi produzido de forma que ele que possa inserir no conhecimento escolar diversos grupos sociais, sendo um material de apoio sistemático para
exposição da História Local durante as aulas de História.

Palavras-chave: Ensino de História; Fronteira; Sujeitos Históricos; Verbetes Históricos.

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Gyordana Patrícia Pereira Silva

Tese: “A gente não é só a casa!” PRODUÇÃO INTELECTUAL E CONFLITOS: INTELECTUAIS QUILOMBOLAS DE ALCÂNTARA – MA E A “EPISTEMOLOGIA DA RESISTÊNCIA”

Produto Educacional: “Ovo não briga com pedra, mas lambuza!”Insurreição de saberes e a “Epistemologia da Resistência” dos intelectuais quilombolas de Alcântara – MA.

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Tatiana Raquel Reis Silva (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Cynthia Carvalho Martins (PPGCSPA/UEMA)

Prof. Dr. Davi Pereira Júnior (PPGCSPA/UEMA)

Profa. Dra. Viviane de Oliveira Barbosa (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Yuri Michael Pereira Costa (PPGHIST/UEMA)

RESUMO:nA tese intitulada “A gente não é só a casa!” Produção Intelectual e Conflitos: Intelectuais Quilombolas de Alcântara – MA e a “Epistemologia da Resistência” versa sobre uma análise acerca do processo em que, frente ao conflito com o CLA nos mais de 40 anos, os intelectuais quilombolas de Alcântara construíram uma “Epistemologia da Resistência”, ancorados na ancestralidade, nos saberes e fazeres de resistência produzidos em seus territórios. A problemática que pautou a tese fora desenvolvida a partir dos seguintes pressupostos: análise do processo de (des)territorialização do conhecimento e das práticas colonialistas como alternativas à hegemonia epistemológica; análise dos conflitos advindos do processo de implantação do CLA ao longo de mais de 40 anos, dos atos de Estado e suas ambiguidades; análise dos saberes e fazeres de resistência dos intelectuais quilombolas a partir de suas territorialidades específicas, convergindo para a construção de uma “Epistemologia da Resistência”. A pesquisa de campo, subsidiada pelo uso da história oral e das práticas de cartografia social, possibilitou a observação dos saberes e fazeres de resistência dos intelectuais quilombolas de Alcântara em seus diferentes territórios, permitindo uma abertura das formas de entendimento e dos esquemas interpretativos. Alinhado com a tese de que os intelectuais quilombolas de Alcântara construíram uma “Epistemologia da Resistência”, ancorados na ancestralidade, nos saberes e fazeres de resistência produzidos em seus territórios, elaborou-se o produto educacional intitulado “Ovo não briga com pedra, mas lambuza!”: Insurreição de saberes e a “Epistemologia da Resistência” dos intelectuais quilombolas de Alcântara – MA, objetivando a construção de uma plataforma digital para abrigar a análise dos saberes e fazeres de resistência dos intelectuais quilombolas a partir de suas territorialidades específicas, convergindo para a construção de uma “Epistemologia da Resistência”. Os usuários da plataforma interativa terão acesso à historização do conflito dos intelectuais quilombolas com o CLA desde o processo de sua implantação, à análise dos impactos provocados pelos deslocamentos compulsórios das famílias dos quilombolas para as “agrovilas”, à análise acerca das descontinuidades das políticas públicas, ocasionando deslocamentos em caráter permanente, à historização das mobilizações das entidades representativas dos intelectuais quilombolas e à análise dos saberes e fazeres de resistência do cotidiano dos intelectuais quilombolas em seus diferentes territórios. A plataforma digital subsidiará o ensino de História no que se refere às análises acerca das questões relativas aos conflitos agrários, étnicos, territoriais, movimentos sociais e violação de direitos das comunidades tradicionais, especificamente os quilombolas de Alcântara – MA.
Palavras-chave: Ensino de História – Intelectuais quilombolas – “Epistemologia da Resistência” – Alcântara – plataforma digital

 

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Antonio Guanacuy Almeida Moura 

Tese: Ensino de História na Educação Básica: Uma experiência na formação de professores com WebQuest sobre a formação do sertão maranhense

Produto Educacional: site “Pensar.com a história: guia didático digital para uso da metodologia WebQuest”

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Marcelo Cheche Galves (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Ana Amélia Costa da Conceição Amorim Soares de Carvalho (Coorientadora) Faculdade de Psicologia e da Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

Prof. Dr. João Batista Bottentuit Junior (PPGCULT-UFMA)

Prof. Dr. Braz Batista Vas (PROFHISTORIA/UFNT)

Prof. Dr. Jakson Dos Santos Ribeiro (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Raissa Babrielle Vieira Cirino (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: Em meio à cibercultura, onde o conhecimento não está mais restrito aos espaços escolares e as informações circulam de maneira muito célere em ambientes digitais, os professores de História são instados a repensar as suas práticas pedagógicas em sala de aula. Contudo, a ausência ou poucas formações que contemplem as demandas desse cenário educacional acabam dificultando esse processo de ressignificação da práxis docente, o que demanda a urgência de se pensar alternativas propositivas para a formação docente que integrem metodologias, tecnologias digitais, a História e seu ensino. Diante desse contexto, o estudo partiu da seguinte questão: a metodologia WebQuest, quando utilizada como estratégia formativa, pode possibilitar aos docentes de História da Unidade Regional de Educação da cidade de São João dos Patos–MA estabelecerem novas relações de ensino-aprendizagem acerca do conhecimento histórico sobre a formação do sertão maranhense? Com base nessa indagação e nas demandas observadas no cotidiano escolar, o objetivo central da pesquisa foi avaliar o potencial do uso da metodologia WebQuest na formação docente para o ensino e a produção do conhecimento histórico sobre a formação do sertão maranhense. Para isso, o estudo articula teoricamente discussões que envolvem o ensino da História, a metodologia WebQuest e a produção do conhecimento histórico na era digital. Do ponto de vista da metodologia de investigação, a pesquisa se configura como um estudo de caso único e educacional, de caráter descritivo e com abordagem qualitativa, no qual participaram professores de História vinculados à Unidade Regional de Educação (URE) de São João dos Patos-MA. A coleta de dados envolveu o uso de questionários, análise documental, observações in loco, diário de campo e entrevista com os professores. Como resultado do estudo foi possível constatar que a metodologia WebQuest, quando sistematizada e estruturada dentro de um plano propositivo direcionado à formação docente, pode promover um ressignificar da práxis dos professores de História em sala de aula, abrir caminhos para o estabelecimento de novas relações de ensino e aprendizagem com os conteúdos históricos — no caso desta pesquisa, a história e formação do sertão sul maranhense — e apontar um novo horizonte de expectativa que pode ser alinhado às demandas atuais da educação. Ainda como resultado e desdobramento concreto da pesquisa, foi elaborado um produto educacional — o guia didático digital Pensar.com a História — voltado a professores de História que queiram utilizar a metodologia WebQuest nas suas aulas.

Palavras-chave: Ensino de História. WebQuest. Treinamento de professores. Educação Básica. Metodologias Ativas.

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Bianca Trindade Messias

TEMPO E TEMPORALIDADES NA IDADE MÉDIA: A VISÃO DE TÚNDALO (SÉCULOS XIV-XV) NO ENSINO DE HISTÓRIA MEDIEVAL

Produto Educacional: Túndalo: nas trilhas do tempo

Banca Examinadora:

Prof(a). Dr(a). Adriana Maria de Souza Zierer (PPGHIST/UEMA)

Prof.(a) Dr.(a). Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva (UFRJ)

Prof.(a) Dr.(a). Júlia Constança Pereira Câmelo (PROFHISTÓRIA/UFMA)

Prof.(a) Dr.(a). Ana Lívia Bomfim Vieira (PPGHIST/UEMA)

Prof(a). Dr(a). Fábio Henrique Monteiro Silva (PPGHIST/UEMA)

RESUMO:

A Visão de Túndalo (séculos XIV-XV) é um relato de viagem imaginária ao Além Medieval que descreve a experiência do cavaleiro Túndalo que conheceu os destinos finais das almas do pós-morte, constituído em Inferno, Purgatório e Paraíso. A partir da análise dessa narrativa, esta tese tem como objeto de estudo o tempo histórico medieval com o objetivo de compreender as representações das temporalidades cristãs da sociedade medieval e seus reflexos simbólicos e imaginários que construíram o Além Medieval. Um tempo futuro cristão foi projetado e se articulou com as dinâmicas da vida terrena do período medieval. A história do cavaleiro Túndalo apresenta as pluralidades temporais que, sob a perspectiva da Igreja cristã Ocidental, orientava-se à busca pela salvação eterna. Os múltiplos sentidos atribuídos ao tempo na Idade Média do Ocidente são fundamentais para o Ensino de História, sobretudo para a compreensão das transformações e continuidades da medievalidade em uma perspectiva de longa duração. Apartir da temática sobre as temporalidades na Idade Média, o produto educacional, destinado para a Educação Básica, consiste em uma viagem temporal com o cavaleiro Túndalo, que conecta o passado medieval, o presente e o futuro do Além Medieval. O paradidático intitulado Túndalo: nas trilhas do tempo visa proporcionar novos sentidos e reflexões acerca do tempo histórico medieval, por meio da aplicabilidade didática da fonte histórica Visão de Túndalo no contexto educacional.
Palavras-chave: Ensino de História. Tempo histórico. Visão de Túndalo. Além Medieval. Educação Básica.

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Werbeth Serejo Belo

Tese: DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO DO MARANHÃO CONTEMPORÂNEO: uma ferramenta para o ensino de História na educação básica

Produto Educacional: Dicionário Histórico-Biográfico do Maranhão Contemporâneo

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Monica Piccolo Almeida Chaves (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Rafael Vaz da Motta Brandão (PPGH/UERJ)

Profa. Dra. Juliana Alves de Andrade (PPGH/UFRPE)

Profa. Dra. Lidiane Elizabeth Friderichs (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Luiz Carlos Villalta (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: O Ensino de História tem sido tema de uma série de debates que envolvem desde a mediação entre saber acadêmico e saber   escolar até o uso de fontes em sala de aula. Além disso, constantemente tem-se refletido acerca das metodologias a serem utilizadas a fim de promoverem na educação escolar uma aprendizagem significativa de temas diversos. Por outro lado, na instância jurídico-política, a História tem sido um dos campos do saber que é sinônimo de luta e resistência à mercantilização do conhecimento e ao caráter inflexível do conteúdo a partir da elaboração e da implementação da Base Nacional Comum Curricular e de outras diretrizes que vêm sendo implementadas, sobretudo, a partir da década de 1990. Neste cenário, o ensino sobre a História Local vem continuamente perdendo espaço, sendo destinada ao eixo diversificado da Base. Assim, partindo desse diagnóstico, teve-se como objetivo principal elaborar um Dicionário Histórico-Biográfico do Maranhão Contemporâneo (DHBMC). O percurso de elaboração envolveu, primeiramente, a análise do Componente Curricular – História tanto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) quanto nos currículos locais – o Documento Curricular do Território Maranhense e a Proposta Curricular da Educação Infantil e Ensino Fundamental da Rede Pública Municipal de São Luís. O segundo momento de elaboração do DHBMC foi a discussão historiográfica acerca do Maranhão Contemporâneo tendo como fundamento de análise as categorias personalismo e a relação entre o que se cristalizou como “local” e “nacional” nessas obras. O objetivo da análise historiográfica foi, além de empreender um balanço historiográfico, fundamentar a elaboração dos verbetes a partir da concepção de mediação didática. Por fim, foi realizado um levantamento das temáticas e dos sujeitos que com maior frequência apareceram nos materiais didáticos sobre História do Maranhão no recorte da contemporaneidade. A hipótese central aqui defendida sustenta-se na interpretação de que a distinção entre o local/regional e o nacional se desdobra, no caso do Maranhão, na hierarquização dos conteúdos ministrados em sala de aula, ou seja, ainda subsiste no Ensino de História a perspectiva de centralidade dos conteúdos sobre e/ou produzidos no centro-sul do país, considerados como “nacionais”. Tal leitura acaba por promover o distanciamento entre os conteúdos históricos e a realidade vivida pelos estudantes, impactando negativamente no processo de aprendizagem, uma vez que questões presentes no cotidiano dos estudantes maranhenses perdem espaço diante dos ditos “conteúdos nacionais”. A fim de operacionalizar tal hipótese utiliza-se como eixo teórico-metodológico central as elaborações gramscianas acerca da educação, bem como a Pedagogia Histórico-Crítica, com base nos escritos de Dermeval Saviani, a fim de sustentar a hipótese secundária da perspectiva contra hegemônica do produto educacional elaborado, uma vez que sua estrutura não se alinha à formatação tradicional dos dicionários por apresentar em cada verbete uma hipótese, descaracterizando-o como material de consulta simplesmente, mas como ferramenta que mobiliza debates em sala de aula para o Ensino da História Local em conexão com o que se cristalizou como nacional.
Palavras-Chave: Ensino de História; História Local; Maranhão Contemporâneo; Currículo;Dicionário Histórico-Biográfico.

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Sergio Romualdo Lima Brandim 

TESE: HISTÓRIA E CINEMA: EXPERIÊNCIAS METODOLÓGICAS NO CURSODE LICENCIATURA PLENA EM HISTÓRIA (TERESINA/PIAUÍ)

Produto Educacional: Cinema e Metodologias Ativas: práticas em sala de aula

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Sandra Regina Rodrigues dos Santos (PPGHIST/UEMA)

Prof.(a) Dra. Salânia Maria Barbosa Melo (PPGSC – UESPI)

Prof. Dr. Alcebíades Costa Filho (PPGSC – UESPI)

Prof.a Dr. Eloy Barbosa de Abreu (PPGHIST-UEMA)

Prof. Dr. Antônio Evaldo Almeida Barros (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: O texto seguinte será baseado na linha de pesquisa (Linguagens e Construção do Conhecimento Histórico), onde buscaremos analisar uma proposta onde a relação entre cinema e História, possibilita uma ampliação e conquista de conhecimento para nossos alunos, permitindo assim uma relação entre conhecimento historiográfico, e metodologias ativas, através de uma linguagem midiática como o cinema, atender às competências expostas pela BNCC. Dar a essa linguagem (cinema) um debate mais amplo sobre a possibilidade de construção do conhecimento histórico, acreditando que a narrativa audiovisual permitirá a ampliação dos debates de conceitos históricos, bem como da interdisciplinaridade para além da sala de aula. O Cinema entra como mecanismo de análise, ampliando os possíveis elementos por ele abordados, indo na compreensão desse “ponto de vista”, para a análise de matrizes culturais, históricas, científicas e populares. Para isso, teremos como pontos de estrutura e base de análise de três escolas estaduais, que foram as escolas Colégio Estadual Zacaria de Góis, Colégio Estadual Dirceu Arco Verde e Colégio Estadual Didácio Araújo. Nessas escolas serão analisadas as Práticas Pedagógicas, Metodologia do Ensino de História e os Estágios Supervisionados, um projeto de inserção dos graduandos na educação básica do curso de História, em sua condição de estágio curricular, permitindo assim uma relação direta entre a escola e a formação docente do curso de licenciatura em História. A pesquisa apresentará um produto pedagógico no formato de um Ebook de filmes, que se relacionam a três eixos temáticos: Violência, Diversidade e Direitos Humanos, estes eixos são contemplados na análise de quatro obras cinematográficas e cada obra contemplada com 4 propostas de Metodologias Ativas para sua utilização em sala de aula. A intenção é permitir um leque de opções no uso dessas obras em sala de aula e interligar as duas coisas, ou seja, temas transversais como eixo e o uso de filmes em sala de aula com metodologias ativas. Palavras-chave: Ensino de História, Metodologias Ativas, Cinema e Temas Transversais.

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Reinilda de Oliveira Santos

TESE: O AFRO-RELIGIOSO NO MUSEU: aba Educativo do Museu Afro Digital do Maranhão como instrumento para uma educação antirracista e humanista

Produto Educacional: Sessões Educativas com roteiros de orientações pedagógicas

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Viviane de Oliveira Barbosa (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Jonê Carla Baião (PPGEB/CAp-UERJ)

Profa. Dra. Tatiana Raquel Reis (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Eloy Barbosa de Abreu (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Raimundo Inácio Souza Araújo (PROFHISTORIA/UFMA

RESUMO: Partindo do pressuposto de que o museu funciona como instrumento para uma educação antirracista e humanista, esta tese reflete sobre as representações do afro-religioso nos museus, especialmente sobre os espaços e não-espaços destinados ao tema nos documentos oficiais, as aproximações e distanciamentos entre educação e museu, com elaborações sobre visitas em espaços museais, acervos como fontes na sala de aula e interpretações sobre presenças e ausências nesses ambientes. Além disso, discute a incorporação de novas tecnologias educacionais no ensino, o museu enquanto espaço de preservação de memória coletiva e a relação de identificação, estranhamento e pertencimento às diferentes narrativas institucionais; a partir da análise dos acervos dos museus Casa da Fésta e Cafuá das Mercês, que são os dois únicos lugares de salvaguarda das religiões afro-maranhenses. Para o desenvolvimento desta pesquisa, foram utilizados como fontes os documentos oficiais, currículo e acervos de museus brasileiros que tratam da temática afro-religiosa, em diálogo com teóricos de diferentes áreas do conhecimento. Como materialização da pesquisa, foi elaborada a aba Educativo, vinculada ao site do Museu Afro Digital do Maranhão (MAD/MA), contendo 5 sessões educativas, todas acompanhadas de roteiro de orientações pedagógicas e de texto que apresenta as sessões. Os temas abordados nas sessões são: indumentárias, comidas de santo, símbolos de terreiro, moradas de encantados, instrumentos e cantos sagrados.

Palavras-chave: Ensino de História, Educação antirracista e humanista, Afro-religiosidade, Aba Educativo do MAD/MA, Sessões educativas.

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Carlos Eduardo Penha Everton 

Tese: OS TENTEHAR-GUAJAJARA NO CENTRO-SUL MARANHENSE E OS PROJETOS ASSIMILACIONISTAS REPUBLICANOS (1890-1940): agências indígenas em um Romance Histórico Bilíngue

Produto Educacional: Histórias de um mestre Tentehar-Guajajara no sertão maranhense: memórias de um homem de 130 anos

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Alan Kardec Gomes Pachêco Filho (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Helidacy Maria Muniz Corrêa (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Sannya Fernanda Nunes Rodrigues (UEMA)

Prof. Dr. Romário Sampaio Basílio (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Soraia Sales Dorneles (PPGHIS/UFMA)

RESUMO: Esta pesquisa tem como objetivo fundamental analisar os projetos educacionais assimilacionistas introduzidos entre os Tentehar-Guajajara no centro-sul maranhense, nas primeiras décadas da República (1890 a 1940) e debater, no âmbito dessas ações, suas bases ideológicas, trajetória histórica, características gerais do funcionamento das ações implantadas e seus desdobramentos em meio às agências dos indígenas daquela etnia. A partir desta pesquisa convencionou-se denominar tais empreitadas como parte de dois projetos. O primeiro, em uma ordem cronológica, é nomeado no trabalho como cristão-civilizatório (a cargo da Ordem Capuchinha) e está centrado nas relações entre religiosos e a etnia pesquisada, embora reconheça a grande importância da perspectiva econômica ali posta, com o pressuposto dessas ações como caminho para incorporação dos indígenas ao sistema capitalista em através de uma forma comum de exploração, produzindo excedentes a partir de seu sobre trabalho, supostamente devendo ser remunerados em dinheiro, incorporando ritmos de trabalho estipulados externamente, possuindo noção de propriedade individual e não coletiva, por exemplo. O segundo projeto, chamado de nacional-civilizatório (sob a gestão do Serviço de Proteção aos Índios, o SPI), no aspecto da apropriação do fruto do trabalho de outrem, mantém a característica similar, porém em novo cenário e sob uma outra perspectiva política, social e ideológica, em razão de suas articulações às conjunturas específicas à ordem republicana mais voltada a uma outra forma de integração dos povos indígenas ao corpus social “nacional”. Em cada cenário dessas empreitadas, foram analisadas as documentações acerca das definições sobre política indigenista no Brasil e no Maranhão, compreendendo o recorte temporal entre as décadas de 1890 e 1940. Ao mesmo tempo, considerando a pesquisa ser oriunda de um Programa de Pós-Graduação Profissional, bem como a importância da Lei no11.645/08 e, sobretudo, como parte dos estudos e investigações realizados sendo direcionados a um fim prático, da sala de aula, desenvolveu-se uma ferramenta didática para o ensino de História (indígena, sobretudo): um romance histórico ambientado na cosmovisão do Povo Tentehar- Guajajara. Embora pensado para esse fim e preferencialmente voltado ao ambiente escolar, esse produto poderá (e deverá) ser utilizado não apenas em escolas indígenas ou não indígenas, mas por quaisquer públicos interessados na temática. Essa obra resulta, simultaneamente, da vivência do autor na região centro-sul do Maranhão, de sua experiência docente no Instituto Federal do Maranhão (IFMA/Campus Barra do Corda) e no compartilhamento de experiências e diversos aprendizados com os povos indígenas dessa espacialidade, em particular os Tentehar- Guajajara. Nessa “ficção-histórica”, extrapolando o enredo em si (que retrata o corte temporal abordado na pesquisa), são debatidos, com sutileza e profundidade, conceitos e categorias também presentes na tese, com o intuito de provocar reflexões e questionamentos acerca da história indígena no Maranhão, especificamente considerando o enfoque deste trabalho.

Palavras-chave: Ensino de História; Tentehar-Guajajara; República; Projetos assimilacionistas; Sertão maranhense; Capuchinhos; SPI.

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 Antônia de Castro Andrade

Tese: Ensino de história sobre a escravidão negra no sertão sul – maranhense na segunda metade do século XIX disponibilizada em portal educativo

Produto: website Docsul: escravidão negra no sertão sul-maranhense

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Yuri Michael Pereira Costa (Orientador) (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Raimundo Inácio Souza Araújo (PROFHISTÓRIA-UFMA)

Profa. Dra. Raíssa Gabrielle Vieira Cirino (PROFHISTÓRIA-UFMA)

Profa. Dra. Elizabeth Sousa Abrantes (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Tatiana Raquel Reis Silva. (PPGHIST-UEMA)

RESUMO: O presente trabalho estuda as relações que escravizados/as estabeleciam entre si e entre livres e libertos/as, nos sertões de Pastos Bons, no sul do Estado do Maranhão, na segunda metade do século XIX. O estudo mostra como o ensino de História tem acompanhado essas questões. Apesar dos avanços que os debates sobre a historiografia que trabalha a escravidão negra tenham alcançado, nas últimas décadas, ainda há narrativas escolares em que os/as escravizado/as são vistos/as e retratados/as apenas como mercadorias/coisas que viviam imersos/as em relações pautadas, exclusivamente, na violência, principalmente a física. No esforço de apresentar outras leituras sobre a escravidão negra nos sertões sul- maranhenses, a pesquisa em documentos históricos se mostra de grande valia. Aponta perspectivas que podem ajudar a problematizar as metodologias de ensino e aprendizagem sobre as pessoas escravizadas. Além da violência, suas vidas também eram marcadas por estratégias de resistência que os/as possibilitavam criar diversas formas de (re)existirem. Esta tese subsidia o produto educacional website Docsul: escravidão negra no sertão sul- maranhense, onde educando, educadores/as e pesquisadores/as tem acesso a textos, documentos e atividades relacionadas com a dinâmica do cotidiano de homens e mulheres escravizados/as dos sertões sul-maranhenses no século XIX.

Palavras-chave: Escravidão. Sul-maranhense. Ensino. Website Docsul.

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Mayra Izaura de Moura

Tese: MUSEU VIRTUAL DO FUTEBOL PIAUIENSE (MFP): ensino de história, patrimônio esportivo e musealização do futebol (1960 – 1980)

Produto Educacional: Museu Virtual do Futebol Piauiense (MFP)

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Fábio Henrique Monteiro Silva (PPGHIST/UEMA)

Profa. Dra. Dra. Joseanne Zingleara Soares Marinho (UFPI)

Prof. Dr. Valério Rosa de Negreiros (UESPI)

Prof. Dr. Jakson dos Santos Ribeiro (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Yuri Michael Pereira Costa (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: Esta tese tem como eixo central a relação entre o futebol piauiense, o patrimônio esportivo e o ensino de História, articulados por meio de um processo de musealização do futebol em ambiente virtual com finalidades pedagógicas. Como produto educacional da pesquisa, foi desenvolvido o Museu Virtual do Futebol Piauiense (MFP), concebido como espaço de mediação histórica e de valorização da memória esportiva local. O recorte temporal analisado abrange décadas marcadas por profundas transformações sociais no Brasil, durante o período da ditadura civil-militar. Nesse contexto, o futebol consolidou-se como um dos esportes mais incentivados pelo regime, sendo mobilizado tanto como instrumento de projeção simbólica da identidade nacional, associada à ideia do Brasil como “país do futebol”, quanto como elemento de integração e controle social em um cenário de restrição de direitos. No estado do Piauí, o futebol se insere nas políticas de modernização e visibilidade implementadas pelo governo de Alberto Silva no período estudado. A construção do MFP fundamentou-se em diferentes conjuntos documentais, especialmente fontes jornalísticas, iconográficas e legislações esportivas produzidas em Teresina. Destacam-se, nesse conjunto, as crônicas esportivas publicadas no jornal O Dia entre 1964 e 1975 e no Jornal do Piauí entre 1971 e 1973. Essas fontes subsidiaram a elaboração das exposições e trilhas educativas do museu virtual, organizado em três salas e quatro exposições, como também no desenvolvimento de oficinas pedagógicas aplicadas em turmas do ensino médio de uma escola de tempo integral localizada na zona leste de Teresina (PI). Ao longo do trabalho, busca-se analisar as interfaces entre o ensino de História e a história do futebol piauiense, a partir da identificação e problematização do patrimônio esportivo local. Nesse sentido, a pesquisa evidencia as potencialidades pedagógicas da musealização do futebol como estratégia para o ensino de História e para a valorização das memórias e sociabilidades construídas em torno desse esporte.
Palavras – chave: Ensino de História. Futebol piauiense. Ditadura civil-militar. Patrimônio Esportivo. Museu Virtual.

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Nila Michele Bastos Santos

Tese: A “devassa” da mariquinhas: poderes, resistências e protagonismo feminino no assassinato de Maria da Conceição pelo desembargador Pontes Visgueiro (São Luís -MA, 1873)

Produto Técnico Tecnológico: MARIQUINHAS: crime e resistência feminina na São Luís do Maranhão de 1873

Banca Examinadora:

Prof. Dra. Elizabeth Sousa Abrantes (PPGHIST/UEMA)

Prof.a Dr.a. Cintia Lima Crescêncio (PPGCHS/ UFABC)

Prof.a Dr.a. Mary Angélica Costa Tourinho (PROFHISTÓRIA/UESPI)

Prof. Dr. Yuri Michael Pereira Costa (PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Jakson dos Santos Ribeiro (PPGHIST/UEMA)

RESUMO: O presente estudo visa investigar a agência feminina em busca de justiça diante de um dos crimes mais notórios da capital maranhense no século XIX. Transposto para a historiografia como o Crime do Desembargador Pontes Visgueiro, o assassinato de Maria da Conceição, conhecida como Mariquinhas, tornou-se objeto de análise de juristas e escritores. Isso se deve, principalmente, ao ineditismo do processo, que representa, conforme as fontes, a primeira ocasião no império brasileiro em que um desembargador foi processado por homicídio de uma mulher de “status inferior”. Do ponto de vista político e social, o crime foi comumente narrado tendo como protagonista exclusivo o agressor: um homem branco, rico e de grande prestígio. Nossa proposta, entretanto, é reconstruir uma história que revaloriza não apenas o “ponto de vista” da vítima — Mariquinhas, sistematicamente difamada ao longo do tempo —, mas também evidenciar a perspectiva das mulheres que foram as pioneiras na investigação de seu desaparecimento. Essas mulheres, também vítimas de uma sociedade patriarcal, hierárquica e escravista, foram historicamente ignoradas por uma historiografia tradicional, machista e androcêntrica, mas que agora emergem como protagonistas centrais desta tese. Metodologicamente, seguiremos as contribuições da micro-história, tendo como base o paradigma indiciário e a descrição densa como pontos de partida. Através da microanálise, almejamos alcançar um panorama mais amplo daquela época, contestando a passividade e subserviência comumente atribuídas às mulheres do passado. Como produto didático, optamos pela produção de uma graphic novel, caracterizada por uma narrativa longa e densa, direcionada a um público mais maduro. O público-alvo, voltado para a educação básica, possui classificação etária para maiores de 14 anos. O objetivo central foi elaborar um roteiro verossímil e empático, enfatizando, por meio da linguagem gráfica dos quadrinhos, o papel de destaque da vítima e das mulheres que lutaram para solucionar e punir o criminoso. Acreditamos que o produto didático pode funcionar como ferramenta de encorajamento e empoderamento para meninas e mulheres que, ainda hoje, enfrentam diversas violências de gênero. Além disso, contribui para uma educação voltada ao combate ao machismo e ao patriarcalismo que sustentam essas violências.

Palavras-chave: Ensino de História; Violência de gênero; Mariquinhas; Pontes Visgueiro; Graphic Novel

2024

Evelanne Samara Alves da Silva

Tese: “VOVÓ ME DISSE QUE ISSO TAMBÉM CURA!”: Práticas populares de cura entre mulheres em Oiapoque – Amapá. Contribuição para uma educação escolar insurgente.

Produto Técnico Tecnológico: VOVÓ ME DISSE QUE ISSO TAMBÉM CURA!

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Márcia Milena Galdez Ferreira (orientadora – PPGHIST/UEMA)

Prof. Dr. Jakson dos Santos Ribeiro (Examinador Interno – PPGHist/UEMA)

Profa. Dra. Cecília Maria Chaves Brito Bastos (Examinadora Externa – PROFHist/UNIFAP – PPGH/UNIFAP)

Profa. Dra. Ana Cristina Rocha Silva (Examinadora Externa – PROFHist/UNIFAP)

Profa. Dra. Viviane Oliveira Barbosa (Examinadora Interna – PPGHist/UEMA)

RESUMO: Esta tese tem como intuito apresentar práticas de curas entre mulheres em Oiapoque – AP, para propiciar um eletronic book (e-book), em Portable Document Format (PDF), como Produto Educacional, que considere práticas culturais populares de cura, não sublinhadas em uma cultura escolar de viés colonialista. O estudo busca instigar o refletir sobre o local/regional e o lugar dos saberes dos subalternos na educação escolar e para o ensino de História, por meio de um livro em formato digital de literatura juvenil chamado “Vovó me disse que isso também cura!”. Apresenta-se como lócus para pesquisa que resultou ao Produto Educacional, o espaço compreendido entre Amapá (Brasil) e Guiana Francesa (França), como ponto de interações étnicas singulares. Práticas de cura populares englobam puxações, interdições alimentares, benzimentos, rezas, aconselhamentos, indicação e confecção de remédios e outros, abarcando uma pluralidade de modos de fazer e de conceber o mundo. São de gênese múltipla, resultantes de interações étnicas e recriações culturais e estão dissipadas entre parteiras, benzedeiras, curandeiras, descendentes de povos que vivem e chegaram ao município de Oiapoque, independente dos demarcadores físicos que limitam a fronteira. A pesquisa qualitativa para o estudo englobou coleta e análise de fontes documentais e entrevistas semiestruturadas com mulheres curandeiras, para a compreensão sobre práticas de cura, aplicação de questionários com professores do Ensino Médio para formatação do Produto Educacional, além de pesquisa bibliográfica. O estudo permitiu reflexões sobre uma perspectiva decolonial para a educação que evidencie os saberes populares.

Palavras-chave: Educação Decolonial. Ensino de História. Memória. Oiapoque. Práticas de cura.